Rede para cabelo, para cobrir coque de bailarina

Fiz estas redes para usar em coques de bailarinas para a minha neta Manuela. Para rosa usei, linha Cléa 1000 um fio só, agulha para crochê 1,0 mm, pérolas, miçangas e contas grandes para o fio de amarrar. Me inspirei em alguns modelos da internet e fiz esta.

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Para a verde bebê eu usei linha Susi, agulha para crochê 1,25 mm. Fiz com o ponto Sônia Maria do blog  http://pontodecrochesoniamaria.blogspot.com.br/2008/09/rede-para-coque-de-croche-no-ponto.html  onde ela ensina a fazer a rede de coque.

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Boina Infantil, para menina de +ou- 4 anos (50 cm de cabeça)

Fiz esta boina para minha neta.

Usei linha Camila Fashion (Coats), tecendo um fio apenas para a boina. Para as flores usei a linha Cléa 1000, dois fios tecidos juntos. Para boina e flores usei a agulha 1,5 mm, para crochê.

Boina é bem versátil, e para ela poder variar, as flores são de colocar e tirar. Para tanto, usei atrás de cada flor, uma presilha de cabelos (tipo jacaré). Assim ela pode variar mais:

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Esta próxima é o avesso do trabalho, para verem como fica…

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As flores no detalhe, no pé da minha compoteira… Usei a compoteira, pois precisava de algo com 50 cm de diâmetro, pois moro longe da neta… Deu certinho para usar como medida… para ajustar o topo da cabeça eu coloquei dentro uma blusa, enrolada, ficou bem certinho… gambiarras para ajudar no artesanato.

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Este foi o gráfico que usei para fazer a boina.

Este foi o gráfico que usei para fazer a boina.

Espero que gostem, agora estou fazendo umas redes para o coque dela, nas aulas de balé…

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Panos de Copa com Barrado em Crochet e Pedraria

Minha filha está se preparando para o casamento. Aí já viu!!! A mãe começa a fazer os panos de prato, para copa, pois amo pedraria!!!! Se pudesse usaria miçangas, canutilhos, pérolas em tudo que faço. Então fiz alguns panos de prato.

Muitos modelos dos bicos eu peguei da internet e do meu acervo de fotos garimpadas na internet.

Se quiserem ajuda para fazer igual, podem me pedir ajuda.

Este foi um dos primeiros, usei linha Cléa 1000 e algumas pedrarias que eu tinha aqui.

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Depois fiz este, usei a linha Cléa 1000 também, e miçangas sem brilho. O gráfico foi este que está na foto.

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Aí fiz este pano, que amei fazer. Eu nunca havia feito bordado em ponto crivo. Fiz este com linha de crochê mesmo. Usei a Cléa 1000. O bico é uma delícia de fazer e rápido. Peguei o modelo do bordado e do barrado no Youtube.

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Fiz este também, usei a linha Cléa 1000 e pérolas em formato bicone (ela é oval). Eu pego o gráfico e onde tem 3 pontos altos arrematados juntos eu substituo por uma pérola oval.

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Depois eu fiz este. Fazia tempo que eu queria fazer as uvas com contas dentro. Estava curiosa para saber o resultado. E ficou assim:

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Por último, por enquanto, eu fiz estes  barrados em separado. Para pregar costurando. As fotos que estão sem moldura, foram as que eu peguei na internet para fazer o meu bico.

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Bolsa charmosa para meninas

Fiz esta bolsa em pedraria, para meninas de 2 a 3 anos. Não publiquei antes, por bobeira. É muito fácil de fazer. Usei linha de pesca 0,40, pois criança pode puxar e arrebentar. E pecinhas pequenas são muito perigosas de engolir.

Para fazê-lo você precisa pegar a linha que acha adequada e experimentar nas peças de resina ou de vidro (no caso eu usei de vidro, pois achei maravilhosas). Aí eu passei pelas contas 4 fios juntos, pois na confecção tem que passar mais de uma vez, e se o buraco for pequeno, a linha não passa e fica mal acabado o seu trabalho.

Fiz um modelinho em papel do tamanho que queria e do formato que achava melhor. Contei as peças para não faltar e para não ficar pequena, foi necessário comprar mais e a última carreira eu usei peças de resina acrílica e não de vidro como foi o começo, mas nem ficou muito diferente.

Para tecer eu usei vários vídeos do Youtube que tem tutoriais de como trabalhar com miçangas para fazer bijuterias, e fotos também. Não é difícil fazer, é meio complicado até você entender o “mecanismo” do trabalho.

Depois de pronta eu fiz uma peça de cetim, com manta acrílica entre o forro e a parte de fora. Coloquei zíper e preguei dentro da parte feita com as contas.

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Esta  é a foto da bolsa antes de colocar o forro.

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A minha neta usou muito, hoje ela está com quase 4 anos e a bolsa não serve mais a tiracolo, mas no ombro ela ainda usa.

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Chapéu Coco (veste cabeça de meninas de mais ou menos 4 anos)

Fiz estes chapéus coco para minha neta, Manuela. Ela tem 3 anos e 10 meses. Fiz seguindo modelos da internet. Para cada um dos modelos que fiz, eu usei um modelo diferente garimpado na internet. O primeiro usei uma foto e fiz no “olhômetro”, o segundo eu usei um vídeo do Youtube, e o terceiro eu usei um gráfico aleatório que encontrei. Apostei em minha intuição, e deu certo. Para fotografar, usei uma molheira que ganhei, a preenchi com um pano para dar o formato da cabeça. A mãe da minha neta me passou as medidas da cabecinha dela, o diâmetro é de 50 cm. A medida da testa até a nuca, que é a posição que o chapéu ficará foi de 36 cm. Então eu teci mais ou menos 30 a 32 para a copa do chapéu e uns 4 a 6 para a aba. O primeiro eu fui aumentando para fazer a curvinha. No segundo eu não aumentei, pois se aumentar muito ele enrola, tem que ser esticada só a borda,  no ponto caranguejo. Não precisa aumentos na aba. O último, amarelinho eu aumentei, pois a linha Natus não estica nada! E não fez a curvinha, como eu queria. Então desmanchei e fiz aumentos para curvar, e deu certo.

O primeiro que fiz foi este. Usei a linha Cléa 1000, da Círculo. Teci com dois fios juntos, só a margarida que foi um fio só, mas me arrependi, deveria ter feito com fio duplo. Achei que a rosa ficou muito repolhuda, deveria ter feito menos pétalas. A foto da garotinha é da internet e foi a foto que usei como modelo. Eu abri em um monitor grande, ampliei as partes que achei que precisava para fazê-lo e fotografei com o celular. Assim deu para contar bem os pontos e tecer. Foi rápido de fazer.

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Depois fiz este. Também com linha Cléa 1000, dois fios tecidos juntos. Usei como modelo um vídeo da internet, que está em russo, mas é muito didático e não tive problemas para usá-lo como referência. Apenas troquei, ao invés de colocar flores, coloquei morangos maduros e verdes. Amei o resultado! Não trocaria nada se fosse fazê-lo novamente. Foi o chapéu que fiz em menor tempo. Dá pra fazer em um dia. Os morangos são mais demoradinhos para fazer. O enchimento é de manta acrílica siliconada, que na hora de lavar seca mais rápido. Os morangos pequenos, ainda verdes, fiz com contas de resina plástica por dentro. Encapei contas plásticas!

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O link para o vídeo que ensina a fazer é este: https://www.youtube.com/watch?v=0SWKd0LcMkA&list=FL8Lt5OvsoWE4ELB9Iyw5DIA

Agora fiz este, em tom de amarelo bebê. A linha que usei foi a Natus, da Pingouin. Uma linha gostosa de trabalhar, usei dois fios juntos para tecer. No final parece um tipo de lã, mas é linha de algodão mesmo. Para as flores usei a Cléa 1000, dois fios juntos para tecer. Quase não terminei este aqui, pois achei que estava muito apagadinho o amarelo. A minha neta é bem loirinha, e pensei que ia ficar apagado demais. Mas terminei e apostei nas cores fortes para as flores. Acho que deu certo. Amei o resultado. Usei modelos da internet, o gráfico que está logo abaixo foi o que eu usei para tecer. Fiz com pontos altos duplos, e segui o gráfico, pois logo vem o verão e muito fechadinho esquenta a cabeça. Lógico que eu fiz adaptações, pois o gráfico é para pontos altos e eu usei o ponto alto duplo (ou seja, com duas laçadas ao invés de uma).

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Espero que gostem e consigam fazer para vocês.

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Bolsa para garotas em miçangas.

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Fiz esta bolsa para presentear a neta de uma amiga. É muito fácil e rápida de fazer. A parte das miçangas e a alça são feitas em separado do forro.

O forro eu fiz com manta acrílica entre a parte de fora e de dentro para ficar fofinha.

Como a bolsa é para garotas entre 6 a 12 anos, tive que fazer algo reforçado. Se fosse para uma adulta eu usaria linhas mais frágeis, pois adultos têm mais cuidado. Crianças penduram, puxam e eu não gostaria que arrebentasse o trabalho. O material que usei foi: linha de nylon, dessas usadas para pescar, você pode usar uma linha que passe na miçanga com folga, para não ficar muito justa. Eu usei a 0,60 mm, mas dá para usar a 0,50 e a 0,40 mm.

Nas peças maiores (sextavadas) eu escolhi para sobrar espaço para passar 3 fios da linha, pois na hora de esconder as pontas tem que passar por dentro destas. Usei também cola para lantejoulas da Acrilex para ajudar o nó a não desfazer.

Abaixo tem a foto das miçangas, observe que usei comprei 2 pacotes de 95 gramas cada um, mas usei só a metade de um. Comprei logo 2 pois não tinha base do quanto iria usar. As peças maiores eu usei mais ou menos um terço do pacote.

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Vou postar futuramente o passo a passo, por enquanto vou postar só as fotos dos trabalhos.

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Coloquei detalhe das flores na bolsa para não ficar muito “adulta”.

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Coloquei uma flor no zíper, pois meninas gostam de deixar a unha crescer e abrir zíper estraga a ponta da unha…

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E também coloquei um detalhe na alça para dar um charme.

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A Ana Clara amou a bolsa. Agora estou fazendo uma para a irmã mais nova… que é mais detalhista e gosta de brilhos, então fiz com canutilhos, usei a mesma linha só que foi bem mais difícil de fazer do que as com miçangas, o canutilho é mais enjoado para entrar na linha… também tem muita escolha, vem muito quebradiço, ao passar ele quebra.

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Eu gastei bem mais canutilhos do que as miçangas. E também a alça fica bem mais com arestas, penso que pode estragar roupas mais finas e puxar fio… mas a avó da Mariê amou e disse para fazer a alça com canutilhos também.

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Fiz também uma para a Manuela, que ainda está sem forro também. Usei contas de vidro, que recebi de presente do exterior. Outra coisa trabalhar com material importado. Usei uns coraçõezinhos de vidro para dar um charme. A alça é menor pois a Manuela tem 2 aninhos. Algumas das contas são degradê, um charme só! As miçangas são água com prata por dentro.

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Assim que fizer o forro eu vou postar mais fotos da bolsa de canutilhos e da de contas de vidro também; e a forma de fazer também. Não usei nada além de linha de pesca, durex para prender na mesa, miçangas pequenas e grandes, fósforo para queimar as pontas, tesoura e cola de lantejoulas.

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Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, pode me perguntar: rosecampanamurari@gmail.com

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Quer uma capa para telefone celular com pérolas, para levar em festas?

Rose Campana Murari

Capa para telefone celular confeccionada com linha Mercer 020 e pérolas.

Queria uma bolsinha, tipo capa, para telefone celular que eu pudesse usar em festas. Algo que ficasse chique e que eu pudesse deixar sobre a mesa em festas e que não expusesse meu telefone “pelado”, hahhah… e que não interferisse no toque e que acusasse os recebimentos de mensagens e ligações.

Rose Campana Murari

Traje de festa do meu celular... Acho feio celulares sobre a mesa de festa "despidos".

Fiz essa capinha, bem básica, toda em pontos altos e pérolas miúdas. Usei linha Mercer 020, agulha 0,6 mm, pérolas e muita, mas muita paciência.

Rose Campana Murari

Meu celular vestido para festa... Dá pra ver notificações de luzes e sons, pois a linha é muito fininha... parece linha de costura mais grossa.

Gostei do resultado. Quem quiser se habilitar… mãos à obra.

Rose Campana Murari

Capa para celular com pérolas, chique e exclusiva.

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Lembrancinhas de nascimento: botinha e babador, e chá de panela: xícara

Rose Campana Murari

Lembrancinhas: Xícara para chá de panelas e, babador e sapatinho para nascimento de bebê.

Recebi uma encomenda de lembrancinhas para uma menina. A avó encomendou as lembrancinhas para dois eventos, o chá de panelas (para o qual ela escolheu a xícara) e as lembrancinhas de nascimento (o sapatinho e o babador). Ficou tão delicado. Usei para todas Linha Cléa 1000, para as xícaras a matizada em tons de vermelho, pois era a cor da decoração, vermelho paixão; e para os sapatinhos e babador as cores branca e matizada em rosa. Gostei do resultado, ficou muito lindo depois de tudo pronto.

Bons trabalhos!

 

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A ordem do universo que estamos deixando para as gerações futuras

Passando pela praça da cidade (moro no interior) onde há alguns balanços, escorregador, gangorra… e vi um garoto num balanço parado. Eu perguntei se estava bem, pois um menino sobre um balanço parado, com certeza, tem problemas. E ele me disse: é que o balanço não quer funcionar comigo! Com os outros meninos ele funcionou, agora ele parou, deve ter acabado a pilha e eu não sei como trocar. Gente, eu achei que era brincadeira do garoto. Então disse pra ele, olha, balanços não têm motor e nem pilha; a pilha do balanço são os impulsos que você fará e o motor é você mesmo. Então dei um belo empurrão no balanço e disse, agora quando o balanço estiver indo para trás você faz força para trás; e quando ele estiver vindo para frente, você impulsiona para frente. Assim o brinquedo fará o movimento que você determinar. Se você fizer o movimento para o lado ele obedecerá, experimente… Assim ele o fez… E disse: Nossa Senhora, ele obedece mesmo! Parecia que tinha descoberto um novo continente. Então, balançando-o novamente perguntei, você usa muito o computador? E ele com um sorriso que ia de “orelha a orelha” apenas me confirmou com um gesto de cabeça que sim. Então eu pensei comigo… Que lembranças essas crianças de hoje terão de sua infância? Que ordem louca existe no universo hoje?

E aí voltei para casa e fiquei com vontade de recordar a minha infância…

Esta foto ilustra bem o nosso cotidiano. Corríamos pelas ruas de terra do bairro, sem calçados nos pés. As casas quase não tinham cercas ou muros, e todos respeitavam os limites. Essa era a ordem do universo: conhecer os limites e respeitá-los.

Rose e Ana brincando de "Nacional Kid"

As brincadeiras eram de roda, de pegar, de esconder, de bola-queimada, de futebol no campinho, de bola de gude, de pular-carniça, de balanço (balanço de corda mesmo), de passar anel, de pular corda, de soltar pipa… a gente corria, de cansar não por estar sendo ordenado por algum professor, corríamos pois queríamos correr pra brincar… trepávamos em árvores pra pegar frutas e pra brincar… brincávamos na chuva, no barro, nos barrancos, no sol, no vento… nenhuma sensação é melhor do que sentir o suor salgado escorrendo pelo rosto, vermelho e quente de tanto rir, sendo refrescado pelo vento. Criança ou estava na escola ou estava na rua, brincando, não havia crianças em casa quietas, sentadas ou deitadas. Crianças brincando e estudando era a ordem do universo.

As árvores frutíferas que existiam pelos quintais eram de todo mundo (sim árvores frutíferas pois eram as únicas úteis – pés de abacate, de goiabas das vermelhas e das brancas, de mangas, de mexericas, de laranjas, de bananas, de mamão, de jabuticaba, de ameixa, de caqui, de carambola… – era raro ver árvores que não dessem frutas); bastava pedir ao dono da casa uma fruta e os vizinhos diziam: Pode pegar “fio”, aproveita e pega umas pra mim também. As crianças imitavam os adultos pois os admiravam. Pedir por favor, cumprimentar, respeitar os mais velhos, pedir bênção, agradecer, fazer a sua parte e ajudar o próximo eram ordens do universo. 

A gente comia doce quase todos os dias, pois sempre tinha alguém que fazia e dividia com os vizinhos… doce de cidra, de mamão verde, de abóbora. Quem plantava? Alguma alma generosa que pegou as sementes da sua abóbora e semeou no mato, o pé ficava lá no terreno que não tinha casa e todo mundo se servia das abóboras. Quem ia colher não trazia só a sua, trazia as maduras para quem quisesse. Tudo era repartido e era de todo mundo. Os pés de juá, os pés de erva-doce, de erva cidreira, de limão; quando havia fartura ou era época da Páscoa todos repartiam suas galinhas, coelhos, frangos, jacús, leitões ou porcos, patos, perus, galinhas d’angola, cabritos, carneiros uns com os outros. Ovos eram colhidos nos ninhos das galinhas no quintal. Mandioca tinha aos montes. Os chuchus “davam” em qualquer cerca. Maxixe dava rasteiro em qualquer terreno e inhame também.  Todos repartiam com todos e dividir o alimento era a ordem do universo.

As hortas dava gosto de ver, quase todo mundo tinha horta em casa, as verduras vinham da horta direto pra mesa… O leite era entregue de carroça, o leiteiro trazia o leite direto da chácara e colocava o leite nos latões que ficavam na porta de casa… e a gente pagava por ano… pegava-se leite o ano todo e no final do ano havia o acerto de contas. O pão também era colocado numa tábua, um tipo de aparador na porta de casa, embrulhado em um papel jornal tão grosso que parecia uma lona. Também se pagava por ano o pão consumido. A confiança era a ordem do universo e ninguém dava calote, todos honravam seus compromissos.

Ladrões ou presos? Deus nos livre, era raríssimo ouvir dizer que alguém da comunidade havia se envolvido com a polícia, que dirá alguém da família. Ser ladrão então? Nossa eu não me lembro de ter ouvido dizer que na comunidade houvesse algum ladrão até os meus 16/17 anos. E hoje? Quantas pessoas conhecidas das crianças de hoje que já se envolveram com polícia, já foram presas, foram envolvidas com crimes, com drogas? Ser correto, honesto e não se envolver com coisas erradas era a ordem do universo, e todos se esmeravam nisso.

Criança doente ia para a benzedeira ou vinha em casa o boticário (farmacêutico) que trazia aquelas seringas de vidro gigantescas. Era um ritual torturante vê-lo ferver no fogão da nossa casa mesmo, em um tipo de marmitinha retangular prateada as agulhas e a seringa imensas que iriam furar nossos entes queridos, e o farmacêutico mesmo nos medicava, e ninguém morria… A doença mais comum era o resfriado, a tosse comprida (que se dizia tosse de cachorro […]) e o mal de simioto… a cura do mal de simioto? Leite de égua, ovos de pata e bife de fígado. A comida era feita com banha de porco, e bolinho doce frito era o café da tarde de quase todos os dias. Bicho de pé era comum e ninguém ficava aleijado por isso. Vez por outra era obrigação das boas mães darem para as crianças Calcigenol, óleo de fígado de bacalhau chamada de Emulsão Scoth (argh quanto disso eu tomei, ecaaa) e Biotônico Fontoura. Para verminose era semente de abóbora torrada ou semente de linhaça. Para descontrair, olha só os banhos como eram:

Rose tomando banho no tanque.

Foto que meu pai Udilo Paulo Campana tirou. Nessa época eu tinha uns dois anos. O detalhe da outra boca do tanque repleto de roupas lavadas, repousando no anil para depois ir para o varal.

Parece que estou falando de um outro planeta ou de outro plano… mas estou falando do mesmo mundo em que vivemos hoje e isso não faz tanto tempo assim.

Todo o nosso universo estava em ordem e no lugar, não havia nada fora do lugar… Adulto era adulto, criança era criança. Adulto trabalhava e criança brincava e estudava. Pássaros voavam pelo céu e faziam seus ninhos nas árvores, e todos respeitavam, ninguém mexia. A gente via maritacas, pardais, sanhaços, beija-flor, tico-tico, curruíla, tizius que ficavam nos pés de mamona… papagaios, rolinhas, pássaros pretos, choupim, canários, todos voando soltos pelo céu. A liberdade e o respeito eram as ordens do universo.

Acho que a minha geração foi a geração que mais pôde ser criança e conhecer a melhor ordem universal que já existiu e que está em extinção. É só analisarmos: a geração dos nossos pais, quando crianças, trabalhava na lavoura acompanhando seus familiares, criança trabalhava de sol a sol não tinham tempo para brincar; a geração dos nossos avós (quando crianças) também eram de lavradores e a de nossos bisavós também, e as crianças trabalhavam como os adultos, a força da família era a quantidade de pessoas trabalhando e isso incluía as crianças. E eles que tanto trabalharam quando crianças nos permitiram a ordem universal da minha geração que era como um paraíso… E a fome existia? Fome não, dificuldades sim! Não sobrava e ninguém jogava fora, mas todos participavam, colaborando com o que tinham. Ninguém fazia cobranças, essa era a ordem universal, pois todos se esmeravam para colaborar em seu máximo com tudo e a comunidade era uma grande família, essa era a grande ordem universal.

Tenho sérias preocupações com as gerações futuras e com a ordem universal que estamos deixando de herança para eles.

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Bolsa para telefone celular em crochet “geek”, feita com fita de impressora matricial

Eu amo reciclar e amo crochet. Guardei os cartuchos de impressão de impressora matricial, daquelas bem antigas que funcionam com fitas. Fiquei com dó de jogar fora, pois a natureza levaria muitos anos para desmanchar os cartuchos. Então retirei a fita de dentro, ela parece uma fita feita de seda. A tinta mancha como os antigos carbonos.

Lavei as fitas para tirar a tinta, mas não tirei tudo para ficar com esse ar de mescla de cores. Usei sabão em pó, mas não limpou muito não. Aí usei o sabão em barra e deixei ensaboadas as fitas, foi saindo. Para “cortar” a tinta (eu tinha medo de manchar as mãos ao trabalhar) eu usei vinagre e sal na água do enxágue.

Com as fitas, depois de secas, eu fiz essa capa para celular, tipo uma bolsa que coubesse o telefone celular. Não quis desperdiçar parte da fita, então a fiz maior um pouco que o telefone celular. No final acho que cabe até celulares desses com tamanho maior.
Ela foi feita toda em pontos altos e a alça tem um conector, um tipo de mosquetão, para poder prender na alça da mochila ou da bolsa. Eu fiz uma correntinha com uma quantidade de pontos que ficariam do tamanho que eu queria. Fui fazendo pontos altos nos dois lados da correntinha e em cada ponta coloquei 5 pontos altos juntos, para fazer o arredondado. Subi para fazer as laterais e finalmente fiz a alça.
É muito fácil de fazer…
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